Sexta-feira, 20 de Abril de 2007
Robot

 

Um robô (ou robot) é um dispositivo, ou grupo de dispositivos, eletromecânicos ou biomecânicos capazes realizar trabalhos de maneira autónoma, pré-programada, ou através de controlo humano. Os robôs são comumente utilizados na realização de tarefas em locais mal iluminados, ou na realização de tarefas sujas ou perigosas para os seres humanos. Os robôs industriais utilizados nas linhas de produção são a forma mais comum de robôs, porém esta situação está a mudar recentemente devido à popularização dos robôs comerciais limpadores de pisos e cortadores de relva. Outras aplicações incluem o tratamento de lixo tóxico, exploração subaquática e espacial, cirurgias, mineração, busca e resgate e localização de minas terrestres. Os robôs também aparecem nas áreas do entretenimento e tarefas caseiras.
História
A ideia de pessoas artificiais data de épocas como a da lenda de Cadmus, que semeou os dentes de um dragão que se transformaram em soldados, e do mito do Pigmalião, no qual a estátua de Galateia se torna viva. Na mitologia clássica, o Deus deformado da metalurgia (Vulcano ou Hefesto) criou serventes mecânicos, variando de serventes douradas inteligentes a mesas utilitárias de três pernas que poderiam mover-se por força própria. As lendas Hebraicas referem-se ao Golem, uma estátua de argila animada através de magia cabalística. Similarmente, o Younger Edda, da Mitologia escandinava conta que um gigante de argila, Mökkurkálfi ou Mistcalf, foi construído para auxiliar o troll Hrungnir em um duelo com Thor, o Deus do Trovão.
O escritor checo Karel Čapek introduziu a palavra "Robô" em sua peça R.U.R (Rossuum's Universal Robots) em 1921. O termo "robô" realmente não foi criado por Karel Čapek, mas por seu irmão Josef, outro respeitado escritor checo. O termo "Robô" vem da palavra checa "robota", que significa "trabalho forçado". As ideias mais antigas que se conhecem sobre a robótica datam de 350 a.C., pelo matemático grego Arquitas de Tarento, amigo de Platão. Ele criou um pássaro mecânico de madeira que ele baptizou de “O Pombo”. O pássaro era propulsionado a vapor e jactos de ar comprimido tendo, para muitos, mais méritos de ter sido a primeira máquina a vapor do que a inventada por James Watt.
O primeiro projecto documentado de um robô humanóide foi feito por Leonardo da Vinci por volta do ano de 1495. As notas de Da Vinci, redescobertas nos anos 50, continham desenhos detalhados de um cavaleiro mecânico que era aparentemente capaz de sentar-se, mexer seus braços, mover sua cabeça e o maxilar. O projecto foi baseado em sua pesquisa anatómica documentada no Homem Vitruviano. Não é conhecido se ele tentou ou não construir o robô.
O primeiro robô funcional foi criado em 1738 por Jacques de Vaucanson, que fez um andróide que tocava flauta, assim como um pato mecânico que comia e defecava. A história The Sandman de E.T.A. Hoffmann traz uma mulher mecânica semelhante a uma boneca, e Steam Man of the Prairies, de Edward S. Ellis (1865) expressa a fascinação americana com a industrialização. Uma onda de histórias sobre autómatos humanóides culminou com a obra Electric Man, de Luís Senarens (1885).
Uma vez que a tecnologia avançou a ponto de as pessoas preverem as criaturas mecânicas como sendo mais semelhantes a brinquedos, as respostas literárias ao conceito dos robôs refletiu o medo dos seres humanos, de serem substituídos por suas próprias criações. Frankenstein (1818), de Mary Shelley, muitas vezes considerado o primeiro romance de ficção científica, tornou-se sinónimo deste tema. Quando a peça de Čapek, RUR, introduziu o conceito de uma linha de montagem que utilizava robôs para tentar construir mais robôs, o tema recebeu uma conotação económica e filosófica, posteriormente propagada pelo filme clássico Metropolis (1927), e pelos populares Blade Runner (1982) e The Terminator (1984). Com os robôs a tornarem-se cada vez mais reais e a perspectiva do aparecimento de robôs inteligentes, uma melhor compreensão das interacções entre os robôs e o homem é abordada em filmes modernos como Inteligência Artificial (2001) de Spielberg e Eu Robô (2004) de Proyas.
 
Bruno Vieira, 7º A
 


Publicado por cantinhoaroes às 16:22
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